09/06/2005 19:13
aê gente, faltou KISU = BEIJO, (se lê kissu)valeu jadeeeeee!
enviada por Shadow



26/05/2005 13:35



enviada por Shadow



18/05/2005 18:56
aí vai umas palavras em japonês

Lista de palavras japonesas de origem portuguesa
`arukooru' - alcool
`bateren' (伴天連) - padre(pai)
`biidoro' - vidro
`biroodo' - veludo (podera' vir do espanhol "velludo")
`botan' - botão
`furasuko' - frasco
`igirisu' (英吉利) - inglês (Hoje em dia, significa "Reino Unido" no Japão)
`jouro' - jarro (possivel)
`juban' (襦袢) - jibão (roupa interior - vocabulo antigo)
`kantera' - candeja (tocha) (também pode vir do holandês "kandelaar")
`kappa' (合羽) - capa (no sentido de capa(casaco) para chuva)
`karuta' (歌留多) - carta (de jogar)
`kasutera' - castela (bolo esponjoso -talvez de claras em castela??)
`kirishitan' - cristão
`kompeitou' - confeito (no sentido de doce - confeitaria)
`pan' (麺麭) - pão
`rasha' raxa
`rozario' rosario
`sarasa' - saraça
`shabon' - sabão
`tabako' (煙草) - tabaco
`tempura' (天麩羅) - tempero
`zabon' zamboa (uma fruta)
`Oranda' (オランダ) - Holanda

enviada por Shadow



17/05/2005 16:52
http://www.concurso_blog_cute.blogger.com.br/

http://www.concursojapanlove.blogger.com.br/
dois links de um concurso aí pra vcs.
enviada por Shadow



15/05/2005 02:14















Prédio Chobits ~ Condomínio das Otakus

Prédio Chobits ~ Condomínio das Otakus

Condomínio das Otakus - Prédio Chobits


Inu Story, Tudo sobre Inuyasha

Inu Story, Tudo sobre Inuyasha






SHORAN!
vc se casaria com o Shoran!!!
Que cute-cute, s cuidado com o seu temperamento=P


Com qual personagem voce se casaria?
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Seu par ideal seria o Kouga!
Kouga!


Q garoto de InuYasha seria o seu par?
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Vc eh Kagome!! Sonhadora e romantica, mas um pouquinho chorona e orgulhosa. Vive sonhando em como seria seu “par perfeito” . Eh o tipo de garota que os garotos adorariam proteger. So to
Vc eh Kagome!! Sonhadora e romantica, mas um
pouquinho chorona e orgulhosa. Vive sonhando em
como seria seu par perfeito . Eh o tipo de
garota que os garotos adorariam proteger. So
tome cuidado para naum se tornar temperamental
demais!!


Que garota de InuYasha vc eh???
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enviada por Shadow



14/05/2005 01:29







um teste pra qm gosta de vampiros
Night Walker
Night Walker, the second class of vampire. You are
depressive and introverted, making it hard to
reach you. Your servants are very few, because
you do not like to take prisoners. Your powers
are comprised of shadow magic. You are lonely
deep down inside, but won't let others see your
true self. You should try to open up more
often.


What class of vampire are you? (more new images!)
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a href="http://www.inu-yasha_condominio.blogger.com.br" target="_blank">Prédio Inu-Yasha - Condomínio das Otakus

Prédio Inu-Yasha - Condomínio das Otakus
enviada por Shadow



07/05/2005 01:34
mais testes

You Can Talk to Animals!


What's Your Magic Power?
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Riyo
Riyo -


What would your Japanese name be? (female)
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HASH(0x89f7300)
Seer


The ULTIMATE personality test
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Green Goddess
Goddess of green. You probably prefer to be outside
where you can get some fresh air!


What element would you rein over? (For Girls)
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You are Sora!
You are Sora!


Which Kingdom Hearts character are you?
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enviada por Shadow



01/05/2005 00:28
Para os que não gostam de inglês, aí vai dois testes de InuYasha Você é Shippou!!
Que personagem (douji) de Inu Yasha eh voce?

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enviada por Shadow



21/04/2005 15:27


q tal adotar um gatinho?








agora é época d chuva, e é melhor sair com guarda-chuva, ou ñ, depende se vc quiser sair sem e começa a chover e vc encontra aquela pessoa q vc gosta e ela ti ofereça a dividir o guarda-chuva com ela.










enviada por Shadow



28/03/2005 15:36
que tal adotar um lobisomem preto, ou branco? Vc escolhe as cores
RAVENTOOTH
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers
CHALOS
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers
LOKI
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers
SILVERWOLF
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers
BADMOON
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers
DEADEYE
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers
NEO
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers


APOLLO
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers


ou se vc ñ sabe ql deles combina melhor com vc, faça o teste( em inglês) blackwere
You are a Black Talon, a breed of black werewolf
that is usually seen in a pack or 2 or more,
they have a muscular frame and are the largest
breed of werewolf. You are normally quiet but
if provoked will be tempted to bite rather than
bark. You prefer the darkness and seclusion of
your den but will venture outside oftern...


Which Breed Of Werewolf Are You?
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type=button value=4 style="font-size: 8pt; font-family: webdings; color:#000000; background:; border:0px none;" ONCLICK=mp.Play()> type=button value=; style="font-size: 8pt; font-family: webdings; color:#000000; background:; border:0px none;" ONCLICK=mp.Pause()> type=button value="<" style="font-size: 8pt; font-family: webdings; color:#000000; background:; border:0px none;" ONCLICK=mp.Stop()>



outro teste( tb em inglês, ñ me culpem!) You represent... angst.
You represent... angst.
You have an extremely cynical outlook on just about
everything. It's okay to sulk and be
depressed, but life is short, and you only get
one. It's only what you make it, and only you
can make it improve.


What feeling do you represent?
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+ um teste pra qm gosta de Chobits( adivinha) HASH(0x88ce6f8)
*WHISTLE* HAII!!! EMAGENSHII!!! You are Sumomo. MY
FAVORITE CHARACTER! You're a moble persocom,
perky and cute. you have character! ERO SAITO.


What Chobits Character are you?
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e outro teste muito legal para os q gostam de Dragões: " Ql o Dragão q reside em sua alma?" Silver Dragon
You are a silver dragon. The rarest kind of dragon.
YOu are noble yet avoid humans as much as
possible. You are the guardian of the
defensless and you rule the skies.


Which Dragon resides in your soul? (cool pictures!)
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enviada por Shadow



27/03/2005 00:53
FA'ANG
Adopted by ???
Adopt a werewolf at BloodMoon Studios
BMS Adopt-A-Werewolf



Art © Julia Grace Rogers


enviada por Shadow



14/07/2004 18:06


enviada por Shadow



06/07/2004 13:50
Bem vindos ao meu blog!
enviada por Shadow



05/06/2004 21:24

>



Cometas famosos

Halley
West
Biela
Kohoutek
Hyakutake
Hale-Bopp


A foto acima é do cometa Halley em 13 de maio de 1910.



Astronomia



Definição

O que é Astronomia?

É a ciência que estuda as origens, os movimentos, as posições dos corpos celestes e as posições relativas, os movimentos, a estrutura e a evolução dos astros (todos os corpos que se encontram no espaço celeste). O termo Astronomia deriva das palavras gregas ASTRON, astro e NOMOS, lei. Suas origens se confundem com as da civilização.
Necessidades de ordem prática, como de estabelecer um calendário ordenado, exigiam a observação do céu estrelado e é por isso que em todos os povos da Antigüidade já encontramos certos conhecimentos sobre essa ciência.
A Astronomia é uma das ciências mais antigas construídas pelo homem. Surge Simultaneamente na China, Índia, Mesopotâmia e Egito entre 5.000 a.C. e 3.000 a.C.


Histórico

Astronomia na antiguidade

Os povos da Mesopotâmia são os primeiros a observar e registrar sistematicamente os fenômenos astronômicos. Definem os conceitos de dia, mês e ano e organizam os primeiros calendários. Diferenciam os planetas (estrelas errantes) das estrelas (estrelas fixas). Reconhecem os planetas observáveis a olho nu - Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno - e desenvolvem métodos matemáticos para calcular seus movimentos e os da Lua.
Astronomia grega - Os gregos são os primeiros a afirmar que a Terra é esférica, realiza um movimento de rotação em torno do Sol e que a Lua apenas reflete a luz solar. Organizam vários catálogos de estrelas e chegam a afirmar o heliocentrismo, 15 séculos antes de Copérnico, embora o geocentrismo seja predominante.
Geocentrismo - O conhecimento astronômico da Antiguidade está sintetizado na obra Almagesto, de Ptolomeu. Escrita no século II d.C., afirma o geocentrismo e constrói um modelo de cosmos que é aceito como verdade por mais de um milênio.


CALENDÁRIOS

Quase todos os povos da Antiguidade desenvolvem calendários lunares, baseados nas fases da Lua: dividem o ano em 12 meses de 29 ou 30 dias, num total de 354 ou 355 dias. A defasagem de 11 dias em relação ao ano solar é corrigida pela inclusão de um mês extra ao final de um certo número de anos.
Calendário juliano e gregoriano
Os egípcios são os primeiros a calcular calendários com base no ciclo das estações: O ano tem 360 dias divididos em 12 meses de 30 dias e mais cinco dias extras, dedicados aos deuses. Os romanos adotam o calendário egípcio em 46 a.C., com a introdução de um ano bissexto, com 366 dias, a cada quatro anos. Em 1582, o papa Gregório XIII reforma o calendário juliano: suprime dez dias de diferença que haviam se acumulado ao longo dos séculos e, para evitar defasagens futuras, opta pela supressão de três anos bissextos a cada 400 anos.
Astronomia Moderna
Entre a Antiguidade e o Renascimento a astronomia ocidental fica praticamente estagnada. No século XVI, a teoria do heliocentrismo, de Copérnico, revoluciona a visão do cosmos. O surgimento dos primeiros telescópios, com Galileu Galilei dá um novo impulso às observações astronômicas, comprova experimentalmente o heliocentrismo e abre caminho para a astronomia moderna.


HELIOCENTRISMO


A publicação da obra Das revoluções dos corpos celestes, de Nicolau Copérnico, estabelece as bases científicas da astronomia moderna. Copérnico refuta a teoria geocêntrica de Ptolomeu e retoma a idéia do heliocentrismo: o Sol é o centro do Universo e a Terra e os demais planetas giram ao seu redor, em órbitas circulares. A teoria da esfericidade da Terra, já aceita por muitos matemáticos e astrônomos, é comprovada apenas com a viagem de circunavegação do globo, capitaneada por Fernão de Magalhães, entre 1519 e 1522.
Entre 1609 e 1619, Johannes Kepler reformula o estudo das órbitas dos planetas de Copérnico, provando que são elípticas e não circulares. Em 1687, a Lei da Gravitação Universal, de Isaac Newton, comprova as constatações de Kepler. No século XIX, conhecida a estrutura básica do sistema solar, os astrônomos começam a investigar a estrutura, a composição e a evolução das estrelas. A determinação das distâncias estelares abre um novo campo na astronomia – a astrofísica.
Em 1916, o físico Albert Einstein formula a Teoria da Relatividade, que permite compreender melhor o Universo e sua origem. As observações dos astrônomos norte-americanos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972) sobre a distância das galáxias e as constatações de que elas se afastam em grande velocidade demonstram que o Universo não é estático e continua se expandindo.
Inovações tecnológicas – No século XX, a associação da astronomia à astronáutica e a aplicação da informática aos métodos de observação inauguram uma nova era que lança ao espaço telescópios ultrapotentes, como o Hubble , e sondas que penetram a atmosfera de outros astros.
Os cálculos sobre a idade do Universo recebem novo impulso com a identificação do quasar PDS456, em julho de 1997, por astrônomos brasileiros. Ele é um dos mais brilhantes já encontrados (quanto mais brilhante, maior a idade do quasar). Os quasares – núcleos de galáxias em formação – indicam a idade do Universo, já que as galáxias foram um dos seus primeiros elementos constitutivos. Como conseqüência da expansão do Universo, ele se desloca a uma velocidade de 50.000 km/s.
Em 1996, alguns astrônomos admitem a hipótese da existência do décimo planeta do sistema solar. Chamado de 1996TL66, é um dos cerca de 50 objetos identificados no cinturão de Kuiper, uma formação de pequenos corpos gelados descobertos a partir de 1992, em uma região próxima da órbita de Plutão. O planeta descreve uma trajetória assimétrica realizada a cada 800 anos, diferente da órbita de qualquer outro elemento do cinturão.
Os avanços nessa área dependem do aumento da capacidade de observação dos telescópios atuais. A introdução da interferometria, técnica que compara as imagens captadas por diferentes telescópios de modo a simular os resultados obtidos por um único aparelho de enorme potencial, vai permitir uma visão mais ampla do Universo.


Classificação


A astronomia compreende a astrofísica, que investiga as propriedades físicas, origem e evolução dos astros; a astrometria, que mede a posição e o movimento dos corpos celestes; a mecânica celeste, que estuda o movimento dos corpos sujeitos à gravitação, particularmente os do sistema solar; e a cosmologia, que investiga a origem, a estrutura e a evolução do Universo.




Corpos celestes estudados

*asteróides
*cometas
*meteoros, meteoritos e meteoróides
*satélite
*planetas
*estrelas




Asteróides


A Lei de Titus-Bode (1766).
Estabeleceu-se no século XVIII uma relação empírica que nós fornece aproximadamente as distâncias dos planetas ao Sol. Essa relação foi difundida pelo astrônomo alemão Johann Daniel Titus (1725-1796) na tradução da obra Completation de la Nature de C. Bonnet para o alemão. Nela continha a lei de Bode desenvolvida por Johann Elert Bode (1747-1826). Ambos, Titius e Bode, trabalhando em colaboração aperfeiçoaram a relação hoje conhecida como a Lei de Títus-Bode:

a = unidade astronômica (ua)
Distância da Terra ao Sol == 1 ua
Com n=3 nós temos a=2,8 e em 1 de Janeiro de 1801 o siciliano Giuzeppe Piazzi descobriu um objeto -CERES- entre Marte e Júpiter à distância de 2,77 unidades astronômicas do Sol e com um tamanho de 1000km de diâmetro. Um objeto muito pequeno para ser classificado como planeta. Após essa descoberta, muitos outros corpos menores foram descobertos e hoje ultrapassa a mais de 5000 asteróides entre Marte e Júpiter.
A maior polêmica com relação a esses asteróides é quanto a sua origem. Duas são as principais teorias a esse respeito. A primeira defende que foi um planeta, que por anomalias gravitacionais tenham se fragmentado e a segunda defende que esses pequenos objetos são resquícios da nebulosa que deu origem ao sistema solar e que não encontraram condições para se colapsarem e formar um planeta. Alguns dados obtidos até então favorecem a segunda teoria. O período médio de rotação é dez horas, porém com ampla variação de duas horas até vários dias. A densidade estimada é de cerca de 2g/cm3. A forma dos asteróides é bem variada. Vão desde bem irregulares e disformes, elipsóides, cilíndricos, até esféricos. Todos aqueles com tamanhos significativos detem uma grande quantidade de crateras, pois são freqüentes os choques entre eles, apesar da baixa densidade de partículas em relação ao espaço.



Cometas



Os cometas são os objetos celestes que mais deram origem a temores e superstições no passado e hoje despertam enormes curiosidades. Podem ser periódicos, como o cometa Halley e outros, que percorrem uma órbita regular ao redor do Sol. E os não-periódicos que entram no sistema solar e voltam ao espaço interestelar.
Os cometas, quando estes estão no periélio, nós podemos dividí-lo em três partes, principais, a saber: núcleos, cabeleiras e caudas.

NÚCLEO - constatou-se que todos os fenômenos que ocorrem no cometa, tem a sua origem a partir de seus núcleos sólidos e com poucos quilômetros de diâmetro. O núcleo ao aproximar do Sol dá origem à cabeleira e cauda. Por serem corpos pequenos (baixa atração gravitacional) e movimentando-se muito rápido nas proximidades do Sol, a cada passagem pelo mesmo, ocorre um aumento muito grande da cauda, que implica em perdas de matéria. A matéria que compõem a formação dos núcleos corresponde a uma espécie de gelo sujo com massa variando de 1,0Kg a algumas dezenas de toneladas.

CABELEIRA - aparece sob a forma de nebulosidade sobre o núcleo. Como uma espécie de atmosfera que pode ter seu volume muito maior que a Terra. É mais brilhante do que a cauda a qual da origem. A presença predominante de componentes simples, a base de hidrogênio, (inclusive ele neutro) e de oxigênio revela que a constituição do cometa é água em dois estados, sendo o estado líquido inexistente.

CAUDA - A cauda é provocada pela ação dos ventos solares, por isso nas proximidades do Sol a cauda aumenta, pois a densidade dos ventos solares é maior. Acredita-se que a cada passagem pelo Sol o diâmetro do núcleo cometa diminua em alguns metros. Os cometas possuem dois tipos de caudas: uma constituída de poeira neutra e a outra de plasma, isto é, elétrons e gases ionizados. A primeira de cor amarelada que reflete a luz solar e a segunda em tom azulado, produzida principalmente pelo CO. A cauda é formada pela pressão eletromagnética (exercida pela luz), e pelo vento solar. É oposta à atração gravitacional, ou seja, aponta sempre na direção radial contrária a do Sol.
A cabeleira e a cauda têm em média de dez mil a cem milhões de vezes o diâmetro do núcleo, porém com densidade muito baixa e desse modo, nós podemos observá-los a partir de Terra.

Vida e Origem dos Cometas

A vida média dos cometas não ultrapassa 10 milhões de anos. Acredita-se que os núcleos dos cometas estão vagando pelo espaço fora do sistema solar. Devido ao movimento do Sol ao redor do núcleo galáctico esses objetos são capturados pelo campo gravitacional do Sol e se transformam em cometas. Foi suposto na década de 50 por Jan Hendrik Oort (1900) existência de uma nuvem de cometas (Nuvem de Oort), próxima do Sol (em relação às distâncias galácticas), a cerca de 100.000 U.A. Essa nuvem está distribuída de forma esférica ao redor do Sol. Sua origem pode ser os próprios restos do sistema solar, que se solidificou nessa região. Algumas anomalias gravitacionais provocadas pelas estrelas próximas podem tirar alguns corpos de suas posições e esses serem atraídos pelo Sol. Ao entrarem em direção ao sistema solar, esses corpos poderão adquirir três tipos de órbita:
Parabólica e Hiperbólica - que se aproximam uma única vez do Sol e retornam ao espaço interestelar. São os cometas não periódicos.
Elíptica - são os cometas periódicos. Esse tipo de órbita é geralmente é provocada pela influência gravitacional dos planetas, principalmente Júpiter e Saturno, que têm a tendência de prenderem os cometas ao sistema solar.




Meteoros


Entre todos os componentes do Sistema Solar, os meteoróides são, talvez, os mais interessantes sob diversos pontos de vista. No contexto da família do Sol, são os astros que exibem pequenas dimensões, porém, apresentam-se em número gigantesco. São também os únicos corpos celestes com que o homem pode ter contato direto, sem precisar abandonar a superfície do planeta. Normalmente na linguagem popular, meteoros e meteoritos são utilizados como sinônimos. Neste capítulo definiremos o que é cada um, comentaremos algumas particularidades e propriedades.
Para melhor entendimento, começaremos com algumas definições, tais como:
Meteoróide: é o corpo que vaga no espaço, antes de colidir com a atmosfera.
Meteoro: é o nome genérico dos fenômenos que ocorrem na atmosfera terrestre. Quando um meteoróide penetra na atmosfera da Terra, ele produz um meteoro luminoso, que também é chamado popularmente de “estrela cadente''. Os meteoros são pequenos asteróides que se chocam com a Terra. Ao penetrar na atmosfera da Terra geram calor por atrito com a atmosfera, deixando um rastro brilhante facilmente visível a olho nu. Existem aproximadamente 200 asteróides com diâmetro maior de 1 km, que se aproximam da Terra, colidindo com uma taxa de aproximadamente 1a cada 1milhão de anos. 2 a 3 novos são descobertos por ano, e suas órbitas são muitas vezes instáveis.
Meteorito: é o meteoróide que consegue vencer a atmosfera da Terra e choca-se contra a sua superfície.É provável que o fenômeno da estrela cadente seja conhecido desde a pré-história, porém os registros sobre ele são bem mais recentes, como por exemplo, aqueles encontrados nos anais chineses e coreanos datados de 1760 a.C., aproximadamente, ou então nos papiros egípcios de 2.000 a.C. .Do estudo dos meteoritos se pode aprender muito sobre o tipo de material a partir do qual se formaram os planetas interiores, uma vez que são fragmentos primitivos do sistema solar.
Diógenes de Apolônio (séc. IV a.C.), afirmava que os meteoros eram corpos cósmicos - estrelas de pedra - invisíveis da Terra e que após morrerem, precipitavam-se sobre o rio Egos-Potamos. Aristóteles (séc. II a.C.) afirmava que os meteoros eram fenômenos atmosféricos que surgiam durante a ocorrência de fenômenos físicos ligados ao interior da Terra.
Atualmente, sabe-se que a geração do traço de luz no céu, deve-se principalmente a dois fatores: aquecimento do meteoróide e a luminescência do ar atmosférico. Comumente, o efeito meteoro possui uma curta duração, atingindo em media, dois segundos. Excepcionalmente, o rastro luminoso pode durar de alguns minutos a mais de meia hora; provavelmente, este fato se deve à ocorrência de fenômenos elétricos na ionosfera. Dá-se o efeito meteoro na ionosfera, camada que se estende entre 50 a 200 km de altura, aproximadamente. Quando o meteoróide penetra na atmosfera, ele interage com as camadas de ar que oferecem resistência a sua passagem, decorrente do atrito. O astro então se aquece. Se a velocidade do corpo celeste for da ordem de 45 km/s, geram-se temperaturas que variam de 3000°C até cerca de 7000°C, dependendo dos materiais que compõem o meteoróide. Com temperaturas assim tão elevadas, a parte externa é volatilizada e há, nesse processo, geração de luz.
Além disso, quando o corpo celeste cruza a ionosfera, a turbulência por ele provocada no ar e o aquecimento da camada gasosa podem produzir íons ou promover a neutralização de outros já existentes. Do processo de excitação eletrônica libera-se energia, geralmente em forma de luz. Assim, quando observamos o traço luminoso no céu, estamos vendo o caminho já percorrido pelo meteoróide em sua direção à superfície da Terra.
A dimensão dessa brita ou areia cósmica é muito reduzida, da ordem de um grão de arroz. Para efeito de proporções, um meteoro com magnitude de +3m (aproximadamente o brilho de uma das "Três Marias") teria massa aproximada de 0,1 g. Para aqueles que conseguem vencer o "Muro dos Meteoritos" (1), situado a 85 km de altura, atingindo a superfície terrestre, sua massa varia desde alguns quilos até toneladas. São considerados bólidos, os meteoritos que atingem brilho muito elevado, como”bolas de fogo''.


Tipos de meteoros


Os meteoros esporádicos são, sem dúvida, os mais comuns, enquanto que as chamadas chuvas de meteoros são muito mais raras, oferecendo aos privilegiados observadores que as presenciam, um espetáculo inesquecível.
As chuvas de meteoros, ou periódicos, podem ser classificadas em três categorias: Instantâneas, Intermediárias ou Intermitentes. Nas instantâneas, observa-se uma grande quantidade de meteoros em curtíssimos intervalos de tempo, como por exemplo, 50 a 100 meteoros em dois ou três minutos. Há alguns casos de chuvas instantâneas, em que o número de meteoros chega a casa dos 400 por minuto.
As intermediárias são mais comuns, com um grande número de meteoros, em algumas, por exemplo, de 100 a 500 em intervalos de tempo de 2 a 5 horas.
Nas intermitentes, o número de meteoros é grande, de 600 a 2000, distribuídos em um período de um a dois dias.



Satélite


Lua


A Lua é o único satélite natural da Terra, é o corpo celeste que está mais próximo do nosso planeta e o único visitado pelo homem até hoje. Sem atmosfera, de superfície seca e bem acidentada, apresenta montanhas e crateras. Suas regiões planas são chamadas de mares. Ela possui oito fase: Lua Nova-a face da Lua está na sombra, e não conseguimos vê-la no céu; Lua crescente-um fino crescente da Lua está iluminado; Quarto Crescente-metade da Lua aparece iluminada no céu; Lua Gibosa-”giboso” é um corpo quase todo iluminado; Lua Cheia- a face visível da Lua está de frente para o Sol e toda iluminada; Lua minguante gibosa- um quarto da Lua agora está na sombra; Quarto Minguante- só meia Lua está visível, e aparece no céu de manhã; Final da Lua minguante- vê-se uma fina fatia da Lua ao nascer do Sol.
Na fase de formação da Lua, a gravidade da Terra gerou uma saliência na crosta lunar. A atração da Terra sobre essa protuberância retardou a rotação da Lua, de modo que ela agora gira em torno de seu eixo no mesmo tempo em que dá a volta a Terra. É por isso que vemos sempre a mesma face da Lua.




Planetas


Mercúrio

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol e o que possui a segunda maior temperatura (depois de Vênus): cerca de 430ºC no lado voltado para o Sol e 180ºC no lado escuro do planeta. Essa vizinhança dificulta sua observação da Terra, pois é ofuscado pelo brilho solar. Também é o planeta mais denso e o mais veloz - realiza uma volta completa ao redor do Sol em 88 dias. Seu núcleo é composto de ferro, que, parcialmente liquefeito, gera um campo magnético à sua volta. De superfície formada por crateras e falhas, sua atmosfera é muito tênue, incapaz de frear a queda dos meteoritos sobre seu solo.
A sonda espacial norte-americana Mariner 10 envia fotos do planeta em 1974 e 1975. As imagens exibem crateras com mais de 200 km de diâmetro e uma planície de 1.400 km de extensão. Em 1991, radiotelescópios instalados na Terra detectam sinais de gelo nas regiões polares de Mercúrio, provavelmente dentro de crateras que sempre permaneceram na sombra.



Vênus


Segundo planeta a partir do Sol. De tamanho quase idêntico ao da Terra, é o planeta mais próximo dela. Visto da superfície terrestre, é o corpo celeste mais brilhante depois do Sol e da Lua. O planeta leva 243 dias terrenos para realizar o movimento de rotação, o mais longo de todo o sistema solar. É também o único que gira ao redor de seu próprio eixo no sentido horário.
A atmosfera de Vênus, composta de 97% de gás carbônico, além de pequenas porções de nitrogênio e água, impede a dispersão de grande parte do calor para o espaço. O planeta não conta com um campo magnético próprio, mas há indicações de que os ventos solares geram uma magnetosfera a seu redor.
Naves norte-americanas e soviéticas exploram Vênus desde a década de 60. Por meio de dados fornecidos pelas sondas Venera e Vega (URSS), Mariner 10 e Pioneer 1 e 2 (EUA) distinguem-se três acidentes topográficos no planeta: planaltos de proporções continentais, terras baixas e uma imensa planície ondulada, em cerca de 60% da superfície. Em 1989, a sonda norte-americana Magalhães revela a presença de imensas crateras e vulcões com bases de até 200 km de diâmetro.



Terra


Terceiro planeta em distância a partir do Sol e o quinto em diâmetro do sistema solar. Possui um satélite natural, a Lua. Formado há cerca de 4,6 bilhões de anos, é o único que dispõe de grande quantidade de oxigênio na atmosfera. Em relação à distância do Sol, ocupa posição privilegiada quanto à temperatura, o que facilita a evolução da vida. Por causa da grande presença de água, o planeta tem o aspecto de um globo azulado.
Estrutura – A Terra é formada basicamente por quatro camadas: crosta, manto, núcleo e núcleo interno. A crosta é a parte mais superficial, estendendo-se da superfície terrestre até 60 km de profundidade. Sua porção externa é sólida, formada principalmente por granito, e a interna é pastosa, constituída de rochas magmáticas. O manto situa-se entre 60 km e 3.000 km de profundidade. Compõe-se principalmente de silício, ferro e magnésio. O núcleo encontra-se entre 3.000 km e 5.000 km de profundidade. Tem aspecto fluido e é formado por ferro e níquel. O núcleo interno, entre 5.000 km e 6.370 km de profundidade, é sólido.
Movimento – O movimento de rotação da Terra, em torno do próprio eixo, é feito no sentido oeste-leste. Dura cerca de 23h56min4s e determina o dia e a noite. O de translação, ao redor do Sol, ocorre por volta de 365 dias 5h48min45, 97s e dá origem ao ano.



Marte


Quarto planeta em distância do Sol, Marte pode ser observado a olho nu a partir do nosso planeta. Algumas de suas características se assemelham às da Terra e fazem supor que possa, no futuro, ser visitado pelo homem. Possui montanhas e vales falhos e vulcões causados por terremotos, calotas polares, além da alternância de inverno e verão. Sua temperatura, que varia entre -630 ºC e 270 ºC, é moderada pelos padrões astronômicos. Há, entretanto, grandes contrastes. Marte é como um deserto, muito frio e seco, com 95% de gás carbônico na atmosfera. Estima-se que a pressão e a densidade atmosféricas são cerca de cem vezes menores que as da Terra. A superfície é coberta principalmente por areia e pedregulho. A cor, avermelhada, resulta da presença dominante de óxido férrico. A suposição de que a água foi abundante no planeta é objeto de inúmeras pesquisas.
Vida em Marte – Desde o século XIX especula-se a existência de vida no planeta. As sondas norte-americanas Viking 1 e Viking 2 trazem amostras de solo, na segunda metade da década de 70, mas não revelam sinais de vida. Nos anos 80, a exploração prossegue com as sondas soviéticas Fobos. Em setembro de 1992 é lançada a sonda norte-americana Mars Observer, equipada para pesquisar o campo magnético, os minerais e a possibilidade da existência passada de água em Marte. Mas suas transmissões são interrompidas em 1993. O projeto russo de estudo de Marte também sofre grande prejuízo com a queda da Mars 96, no sul do oceano Pacífico, em 17 de novembro de 1996. A sonda perde contato com a base depois de 1h30 de vôo.
Em maio de 1997, análise de fotos do planeta obtidas pelo telescópio Hubble e pelo Rádio Observatório Nacional de Astronomia, no Arizona, Estados Unidos, mostra que o clima de Marte sofreu alteração nos últimos 20 anos. As imagens indicam um planeta mais frio, com céu escuro e nuvens brancas de gelo.
Em julho, a sonda norte-americana Mars Pathfinder, lançada em dezembro de 1996, chega a Marte. Segundo informações enviadas pela sonda, o planeta apresenta atmosfera seca e o relevo é formado por planaltos, com montanhas de até 16.000 m de altitude. A análise da primeira rocha estudada, apelidada de Barnacle Bill, identifica a presença de andesito, segundo tipo de lava mais comum na Terra. De acordo com os cientistas, a disposição das rochas e o formato arredondado das pedras (provavelmente gastas pela erosão) na região conhecida como Ares Valles são indícios da existência de um rio há bilhões de anos.
Outro objetivo da sonda é recolher materiais que comprovem a origem marciana do meteoro (ALH84001) de 3,6 bilhões de anos encontrado na Antártica em 1984. Em agosto de 1996, uma equipe de nove cientistas da Nasa admite, após 30 meses de estudo, a presença de microfósseis de bactérias no interior da rocha, que teriam existido em Marte bilhões de anos atrás. Segundo os cientistas, o meteorito iniciara sua jornada pelo espaço havia 15 milhões de anos e teria caído na Terra 13 mil anos atrás. Apesar de a sonda não confirmar a semelhança entre o meteoro e o solo de Marte, os pesquisadores não descartam a hipótese porque seu interior apresenta um material cristalizado que contém o mesmo gás da atmosfera de Marte.
Em setembro de 1997, outra sonda norte-americana, a Mars Global Surveyor, lançada em novembro de 1996, entra na órbita do planeta. Ela deve ficar durante dois anos fazendo um estudo sobre condições climáticas, relevo e composição do solo de Marte. O planeta apresenta 2 luas.



Júpiter


Maior planeta do sistema solar e o quinto em distância do Sol. Possui 143.000 km de diâmetro e 317,726 vezes a massa da Terra. Pode ser observado a olho nu, distinguindo-se pelo seu brilho, menor apenas que o de Vênus, o da Lua e o do Sol. De densidade muito baixa, o planeta é constituído basicamente de gases. A composição de sua atmosfera apresenta hidrogênio em 87% e hélio na maior parte restante. É a mesma combinação encontrada no interior das estrelas. Como a temperatura e a pressão em Júpiter são muito altas, não há limite definido entre as partes gasosa e líquida do planeta.
Entre os 16 satélites de Júpiter destacam-se Ganimedes, maior que o planeta Mercúrio e com a superfície coberta por vulcões mais potentes que os encontrados na Terra. Há ainda um tênue sistema de anéis em torno do planeta, que gravita a uma distância entre 100.000 km e 200.000 km de seu núcleo.
Em julho de 1994, o campo gravitacional de Júpiter desvia a órbita do cometa Shoemaker-Levy-9, quebra seu núcleo e atrai seus 21 fragmentos. A série de choques é fotografada pela nave Galileu, que se aproxima do planeta em 1995 e deixa uma sonda em sua órbita.
Em abril de 1997, a Nasa divulga imagens produzidas pela sonda Galileu que indicam a existência de um oceano de cerca de 100 km de profundidade sob a superfície de Europa, um dos satélites do planeta. Em outubro, a sonda confirma a existência de material orgânico nos dois maiores satélites de Júpiter - Ganimedes e Calisto. O material encontrado tem as mesmas substâncias químicas consideradas necessárias para o surgimento da vida na Terra



Saturno


Sexto planeta em distância do Sol, sua principal característica é o sistema de anéis, observado pela primeira vez em 1610 por Galileu Galilei. Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar, com 120.000 km de diâmetro, e o que possui maior número de satélites (18). Entre eles está Titã, também o maior satélite do sistema solar, descoberto em 1655. Formado por gases, em especial hidrogênio, a densidade de Saturno é oito vezes menor que a da Terra. Pode ser observado a olho nu: tem o aspecto de uma estrela de primeira grandeza, de cor amarelada.
Além de hidrogênio, a atmosfera de Saturno compõe-se de hélio e metano, entre outros. O peso da atmosfera aumenta a pressão no interior do planeta, onde o hidrogênio se condensa. Próximo do centro, o hidrogênio líquido torna-se hidrogênio metálico, o que favorece a formação de correntes elétricas, responsáveis pelo campo magnético do planeta.
Os anéis de Saturno, que cercam o planeta, compreendem mais de 100 mil aros constituídos de milhares de partículas sólidas, de tamanhos variáveis. Formaram-se da desagregação de um ou mais satélites que se aproximaram em demasia do planeta.
As sondas norte-americanas Voyager 1 e Voyager 2 lançadas em 1977, aproximam-se do planeta, respectivamente, em 1980 e 1981. A Voyager 1 revela que Titã apresenta uma atmosfera dominada por nitrogênio, semelhante à da Terra primitiva. A Voyager 2 , identifica novos satélites, até então desconhecidos.
Em 15 de outubro de 1997 é lançada a sonda espacial norte-americana Cassini, que deve chegar a Saturno em 2004, depois de viajar por 3,2 bilhões de km. A Cassini, a maior sonda espacial até hoje construída, com custo aproximado de US$ 3,5 bilhões, vai pesquisar o solo, os anéis e os satélites do planeta. Ela leva uma sonda menor, a Huygens, exclusivamente para estudar o satélite Titã. O lançamento da Cassini, que carrega combustível nuclear (plutônio), foi protestado por grupos ambientalistas.



Urano


Sétimo planeta em distância do Sol e o terceiro maior do sistema solar. Como Júpiter e Saturno, tem núcleo sólido, ao passo que sua atmosfera é composta principalmente de metano, hidrogênio e hélio.
Em 1977 é detectado, ao redor do planeta, um sistema de cinco anéis de poeira e partículas congeladas, dispostas entre 38.000 km e 51.000 km de seu centro. Em 1986, a sonda norte-americana Voyager 2 , ao explorar a superfície de Urano, descobre seis anéis e dez satélites (até então se conheciam apenas cinco). Em outubro de 1997, astrônomos dos Estados Unidos e do Canadá anunciam a descoberta de outros dois satélites, totalizando 17. Localizados pelo telescópio Hale, de Monte Palomar, na Califórnia (EUA), eles ainda não tinham sido reconhecidos oficialmente pela União Astronômica Internacional até dezembro de 1997.



Netuno


Oitavo planeta a partir do Sol é o quarto maior do sistema solar, com 49.400 km de diâmetro. Descoberto em 1846 pelo inglês John Adams (1819-1892) é considerado gêmeo de Urano, em razão das semelhanças em tamanho e aparência. Sua energia interna, cerca de 2,5 vezes mais poderosa que a que recebe do Sol, provoca tempestades e ventos em sua atmosfera, os mais velozes de todo o sistema solar. Como os demais planetas de gás, tem atmosfera composta basicamente de hidrogênio e hélio. A cor azul deve-se à presença constante de outro gás, o metano. Supõe-se que o planeta não tenha superfície sólida.
Imagens obtidas pela sonda norte-americana Voyager 2 , em agosto de 1989, revelam um sistema de anéis contínuos ao redor do planeta, envolto por um campo magnético. Até então, com base nas observações feitas a partir de telescópios da Terra, consideravam-se os anéis fragmentados. A nave localiza ainda seis novas luas próximas do planeta. No total, Netuno conta com oito satélites. Os maiores, Tritão e Nereida, foram descobertos em 1846 e 1949, respectivamente. Nereida é o satélite que faz a órbita mais excêntrica do sistema solar - desviando-se constantemente do centro da trajetória. Tritão diferencia-se dos demais satélites do sistema por orbitar Netuno em sentido inverso. Sua superfície é a mais fria (-2350C) que a dos demais satélites do sistema, com uma calota polar de nitrogênio congelado e gêiseres ativos. Suspeita-se que Tritão se tenha originado fora do sistema solar e sido capturado pela gravidade netuniana.



Plutão


Plutão é o planeta mais distante do Sol e o último do sistema solar a ser conhecido, descoberto em 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh. É, ainda, o único a não ser visitado por uma sonda interplanetária. Por ser menor que a Lua e orbitar a enorme distância do Sol, pode ser visto apenas como um ponto brilhante pelos mais potentes telescópios.
Ao contrário dos outros planetas que orbitam depois de Marte, os chamados gigantes de gás, Plutão é constituído de material rochoso. Com uma densidade duas vezes maior do que a da água, o planeta tem a superfície coberta de metano congelado, enquanto a atmosfera, muito fina, é composta principalmente de gás metano. Sua órbita em torno do Sol é inclinada e excêntrica. Alguns astrônomos acreditam que Plutão tenha sido um antigo satélite de Netuno, jogado em uma órbita diferente na formação do sistema solar.
Caronte, o único satélite de Plutão, revestido de gelo e poeira, é descoberto em 1978 pelo astrônomo norte-americano James Christy. Muito grande em relação ao tamanho do planeta e orbitando em sua proximidade, o satélite faz com que Plutão seja muitas vezes reconhecido como um planeta duplo. A órbita de Caronte demora aproximadamente seis dias, mesma duração da rotação de Plutão.




Estrelas


Corpos celestes de forma esférica que irradiam luz. Possuem massa na faixa de 0,1 a 100 vezes a massa do Sol e pertencem a sistemas maiores denominados galáxias. O Universo contém aproximadamente 100 bilhões de galáxias e estas, bilhões ou trilhões de estrelas, embora só uma pequena parte seja visível a olho nu. As estrelas podem ser solitárias, como é o caso do Sol, mas muitas existem em pares ou em aglomerados.


Sol


Estrela luminosa e brilhante em redor da qual giram os nove planetas do sistema solar. Calcula-se que se tenha formado há cerca de 5 bilhões de anos. Sua massa é 333 mil vezes superior à da Terra e representa cerca de 99,8% de toda a massa existente no sistema solar. Com 1,4 milhão de km de diâmetro (190 vezes o da Terra), está a uma distância aproximada de 150 milhões de km do planeta. Sua luz leva 8,5 min para atingir a superfície terrestre.
O Sol é formado por uma massa de gases quentes: cerca de 73% de hidrogênio, 25% de hélio e 2% de dezenas de outros elementos. Como não está fixo no espaço, desloca-se em direção a um ponto situado na Constelação de Lira, arrastando consigo o sistema planetário. Possui regiões distintas: o núcleo, onde ocorre a fusão dos átomos de hidrogênio e a geração de energia (com temperatura aproximada de 16 milhões de graus Celsius); a fotosfera, região vista como a superfície brilhante do Sol, que dá origem à maior parte de luz e calor; a cromosfera, camada de gases acima da fotosfera; e a coroa, halo de luz que envolve o globo solar.



A Vida de uma estrela


1- Todas as estrelas começam sua vida numa nuvem giratória densa, de gás e poeira, chamada nebulosa. Enquanto ela gira, pequenos bolsões de matéria se formam dentro dela e começa a encolher, tornando-se bolas que também giram. Cada bola é uma proto-estrela.
2- As bolas de matéria continuam a encolher, tornando-se mais densas e quentes. A fusão nuclear no centro da bola segue transformando hidrogênio em hélio, o que faz nascer uma estrela nova, mais jovem.
3- O sol está hoje num ponto de sua vida chamado de seqüência principal. Ele consome seu hidrogênio e brilha de maneira uniforme. Já está assim há 5 bilhões de anos e vai continuar assim por outros 5 bilhões.
4- O núcleo se torna mais denso e quente enquanto esgota seu hidrogênio. Quando este acaba, a estrela se expande. A superfície esfria e sua cor muda para vermelho. A estrela atinge o estágio de gigante vermelha.
5- Perto do fim, a estrela produz carbono ao queimar hélio, o que a torna muito instável. Ele ora se contrai e ora se expande, perdendo matéria para o espaço enquanto isso.
6- Mais tarde a estrela entra em colapso, formando um estrela pequena, densa e quente chamada anã branca. Após esfriar por milhões de anos, a estrela termina como uma anã negra e fria.

Supernova
Nem todas as estrela terminam como anãs brancas. Uma estrela com massa 6 vezes maior que a do Sol pode se tornar uma supergigante vermelha no fim da vida e explodir de repente. Ao explodir, ela é uma supernova e brilha intensamente por vários dias.


Buraco negro

Algumas supernovas deixam um buraco negro quando morrem. Depois de entrar em colapso, sua matéria se aglutina cada vez mais, até se tornar um ponto no espaço. Este é tão denso que sua gravidade atrai tudo a seu alcance, inclusive a luz. Como ele não pode ser vistos, sua presença é deduzida em sistemas de estrelas binárias em que um dos componentes, embora de grande massa, é invisível, e também pela emissão de raios X originados no deslocamento de matéria para seu interior.



Profissional
Astrônomo

Um pouco sobre o curso de astronomia
- disciplina: Cerca de 65% das disciplinas são das áreas de Física e Matemática, base para as matérias específicas de Astronomia. No último ano, o aluno deve optar por uma das seguintes especializações: Mecânica Celeste, Cosmologia, Astrometria, Astrobiologia ou um tema dentro da Astrofísica (Estrelas ou Galáxias). No quarto ano é obrigatória a apresentação de um trabalho final, com a ida do aluno para o Observatório de Campinas.
- regulamentação: Não há.
- duração: 4 anos e meio, com a exigência de um trabalho teórico ou experimental para a conclusão do curso.

- O graduado em Astronomia ou Astrônomo investiga a origem e a evolução do cosmo. Com telescópios e câmeras, observa os astros e suas trajetórias.
- No computador, faz cálculos matemáticos para elaborar modelos teóricos que expliquem as leis da física fora do planeta Terra.
- A introdução da disciplina astronomia nas escolas dos níveis fundamental e médio aumentou o campo de trabalho desse profissional, cada vez mais presente na área do ensino.
-O astrônomo apresenta algumas características como facilidade de imaginar estruturas tridimensionais, percepção matemática, capacidade de pensar em termos abstratos e por meio de símbolos, meticulosidade, exatidão e boa visão.
-Salário médio inicial: R$ 3 600 para professor-doutor em faculdades.

Onde trabalhar

- Divulgação: Montar exibições, dar palestras e coordenar visitas a planetários e museus, divulgando os conhecimentos astronômicos para o público leigo.
- Ensino: Dar aulas no ensino fundamental e médio.
- Pesquisa: Trabalhar em observatórios, universidades e centros de pesquisas espaciais, estudando os corpos celestes, seu tamanho, distância, movimento, composição, origem e evolução.
Ø Astrofísica: É o estudo das características físicas de astros, estrelas e galáxias e da estrutura dos sistemas estelares através da luz que emitem. Com os dados então obtidos, o profissional calcula distâncias, massa, densidade, composição, tamanho, idade, origem e evolução dos astros. Telescópios ópticos e radiotelescópios são alguns dos instrumentos que utiliza.
- Astrometria ou Astronomia Fundamental: Definição da posição e localização dos astros através do acompanhamento dos movimentos e da medição de suas velocidades. Além de fazer cálculos matemáticos, o profissional usa instrumentos como astrolábios e círculos meridianos.
Como seguir carreira na astronomia
O caminho tradicional é concluir primeiro a graduação em física e entrar na astronomia só na pós-graduação. O único curso de graduação já especializado na área é oferecido pelo Observatório de Valongos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
“De qualquer forma, é fundamental ter uma base sólida de física, pois a astronomia é a física dos objetos do céu”, diz Silvio Mello, diretor do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro. “Para quem estiver se graduando em física, as matérias optativas são uma boa forma de introdução à astronomia”, afirma Oscar Matsura, astrônomo do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP.
Já na pós-graduação, o aluno deve se especializar em alguma das principais disciplinas dessa ciência: a mecânica celeste, que aplica as Leis de Newton para estudar a gravidade, os movimentos orbitais e as colisões entre corpos celestes; a astrofísica, que estuda a estrutura física, a composição química dos astros e fenômenos como o magnetismo; ou a cosmologia, o estudo do Universo como um todo.
O campo de trabalho dos astrônomos é bastante restrito, já que se trata de uma ciência pura com pouca aplicação prática.



- Equipamentos

-
- Os cientistas usam muitos instrumentos para explorar o espaço. Além de telescópios para observar as estrela, eles têm instrumentos especiais que detectam e estudam ondas de luz e infravermelhos que as estrelas emitem pelo Universo. Satélites e sondas espaciais ajudam os cientistas a estudar o espaço mais detalhadamente.
Telescópios grandes - ficam em observatórios construídos em montanhas altas, longe das luzes e da poluição das cidades, acima das nuvens.
Radiotelescópios - os astrônomos procuram ouvir o Universo há 50 anos. Eles usam radiotelescópio para focar e receber ondas de rádio. A maioria não é afetada pela atmosfera da Terra.
Telescópio satélite - podem nos mostrar muito mais sobre o Universo porque ficam bem acima das distorções produzidas pela atmosfera da Terra. Eles podem captar os raios que não atingem a Terra.



Galáxias

Agrupamentos de bilhões ou trilhões de estrelas, planetas, gases, nebulosas e poeira cósmica que orbitam em torno do mesmo centro e se mantêm coesos pela própria ação da gravidade . O conjunto de galáxias forma o Universo. Calcula-se que existam aproximadamente 100 bilhões delas, das quais alguns milhares estão catalogados. São classificadas em espirais, elípticas ou irregulares. A galáxia onde está o sistema solar é chamada de Via Láctea. De tipo espiral, ela tem diâmetro de 100 anos-luz e contém cerca de 200 bilhões de estrelas. Três galáxias são visíveis da Terra a olho nu: a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, galáxias-satélites da Via Láctea, e Andrômeda, situada a 2 milhões de anos-luz da Terra (1 ano-luz equivale a cerca de 9,5 trilhões de km).
Em 1924, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1889-1953), com o auxílio do telescópio do Observatório Monte Wilson, Washington (EUA), prova que as galáxias são conjuntos de estrelas e não nuvens de gás, como alguns cientistas consideravam até então. No ano seguinte, Hubble demonstra que elas se afastam umas das outras em um movimento constante de expansão que teria começado com o Big Bang . O estudo das galáxias - iniciado por Hubble - tem originado a maior parte das descobertas e teorias sobre a estrutura e a origem do Universo .
Em 1997, o astrônomo holandês Marijn Franx e sua equipe localizam a galáxia mais distante até hoje descoberta, situada a 13 bilhões de anos-luz da Terra. Quando a luz que hoje recebemos dessa galáxia foi emitida, o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos e tamanho 5,92 vezes menor do que o de hoje. A descoberta foi possível por meio da combinação de imagens dos telescópios Keck, no Havaí, e Hubble .

SATÉLITES ARTIFICIAIS
Veículo espacial, tripulado ou não, colocado em órbita de um planeta, de um satélite ou do Sol . É utilizado principalmente na pesquisa científica, mas também nas telecomunicações em geral, como na retransmissão de sinais de rádio e de televisão e na interligação de redes de computadores, como a Internet.
O primeiro satélite artificial da Terra foi o Sputnik 1, lançado pelos soviéticos em 4 de outubro de 1957, que marca o início da corrida espacial. Em 31 de janeiro de 1958, os Estados Unidos colocam em órbita o seu primeiro satélite, o Explorer 1. Nas telecomunicações, o satélite pioneiro foi o Telstar, lançado pelos norte-americanos em 1962.
Os satélites são classificados em científicos ou de aplicação. No primeiro caso aproveita-se sua capacidade de orbitar acima da atmosfera para estudar desde a composição química das camadas atmosféricas da Terra até as condições de outros planetas. No segundo utiliza-se a vantagem de o satélite cobrir grandes regiões da superfície terrestre, o que permite, além de outras funções, a transmissão de informações entre localidades muito distantes.
Os satélites artificiais lançados para fora do campo gravitacional da Terra são chamados de sondas espaciais. As sondas podem estudar a Lua, os outros planetas ou cometas do sistema solar e até mesmo o meio interplanetário. É o caso da sonda Galileo, lançada em 1989, que orbita Júpiter , e da sonda Cassini, lançada em outubro de 1997, que deverá alcançar a órbita de Saturno em 2004.
Um satélite permanece em órbita por causa da força da gravidade. As órbitas possuem diferentes formas e altitudes. Podem ser polares, circulares ou elípticas, sendo sua distância de algumas centenas de quilômetros ou milhares deles.

A foto abaixo é da estrela Eta morrendo.




enviada por Shadow






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